Bem, não sei exatamente quem sou, nem exatamente o que penso, portanto não garanto que vá concordar comigo mesmo em tudo que escrevo aqui. Mas posso dar alguns dados sobre minha história: Durante toda minha vida trabalhei com futebol e esportes. Aos 14 anos de idade tive meu primeiro negócio, Uma locadora de cartuchos para Atari 2600 na Rua Conde Bernadote nas dependencias do Super Video Clube do Brasil, um dos primeiros video clubes (depois transformados em locadoras) do Rio de Janeiro.
Logo depois comecei a trabalhar com meu pai na PUMA, e já aos 15 anos de idade levava material esportivo e contratos para todos os grandes jogadores sulamericanos, sim conheci de frequentar minha casa além de hoteis e concentrações astros como Pelé, Paulo César Caju, Carlos Alberto, Rivelino, Doval, Zico, Junior, Éder, Cerezo, Kempes, Fillol, Maradona, Passarela, Bebeto, Romário, Jorginho e muitos outros. Em meados de 1988 já com 20 anos saí da PUMA.
Entrei de sócio em uma empresa de Propaganda e MKT tendo como sócios Armando Nogueira, Leonardo Grinner e Grupo Monteiro Aranha participações. Foram dois anos montando a empresa e fechando um mega contrato com a Coca Cola, e o Bob’s, além uma campanha para o Rock in Rio II. Veio o plano Collor, os contratos foram cancelados e durante 2 anos ficamos dando murro em ponta de faca, porém não foi possível salvar a empresa.
Durante esse periodo para continuar sobrevivendo me dediquei a eventos e consegui organizar em 1991 um amistoso internacional entre Argentina e Resto do Mundo em pleno Monumental de Nuñes em benefício aos portadores do vírus HIV, uma doença nova e assustadora na época. Foi um sucesso e uma das maiores realizações de minha vida.
Em fevereiro de 1993 montei numa salinha emprestada com mais dois amigos um escritória de assessoria financeira, e após um começo difícil tivemos um periodo gratificante na empresa, deu pra comprar apartamento, carro importado, casar, passar a lua de mel em Paris e Barcelona entre outras coisas. Mais uma vez o mercado mudou e as coisas ficaram difíceis.
Antes de fechar, fui convidado por meu sogro pra trabalhar na recuperação financeira e administrativa de seu restaurante que tinha 72 funcionários, faturava mais de um milhão de dólares por ano, mas gastava mais de um milhão e cem da mesma moeda. Foram 4 anos difíceis, ganhando pouco, enfurnado de domingo a domingo em um restaurante em Jacarepaguá, mas foi um sucesso, conseguimos recuperar financeiramente o Lampião, que logo após foi vendido (apenas o negócio, não o imóvel). Hoje em dia meu sogro tem uma boa renda além de um patrimônio razoável e minha mulher e minha filha um futuro potencialmente seguro. Após esse periodo, voltei ao esporte, primeiro por conta própria, realizei bons negócios: Mais um amistoso internacional no Estádio Centenário em Montevideo, fui gerente de futebol de 2 clubes em Santa Catarina, fiz um trabalho muito interessante com a Federação de lá e seu ilustre presidente. Decobri dois talentos, mas fui passado para trás em ambos, é custo de se trabalhar sozinho.
Fui então trabalhar como parceiro e depois gerente de dois conceituados empresários. Eram noites mal dormidas, mais de 100 dias por ano fora de casa e minha filha já crescendo. Decidi que era a hora de diminuir meu mundinho, coisa tipo trabalhar e morar no mesmo bairro, pegar minha filha no colégio, ficar perto de minha família.
A cerca de 4 anos realizei um sonho antigo: Viver de música e para a música, hoje não penso tão alto, não vejo grandes volumes de dinheiro, mas sou o feliz proprietário em sociedade com meu amigo Marquinhos do Saloon 79, literalmente a casa do ROCK no Rio de Janeiro. Quer saber mais um pouco sobre mim? É fácil, vá hoje ao Saloon, peça uma cerveja bem gelada e me chame para um papo. Long Live Rock.
Ah, só pra terminar, continuo fazendo alguns “freelas” em jornalismo e televisão, fui assistente de produção de um documentário sobre o milésimo gos de Romário para a TV3 da Catalunha, produzi alguns programas para o Sportv na Itália e Bahia, e fui Gerente de Infotainment no Mundial de Futsal FIFA 2008.
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