Arquivo de maio \14\UTC 2010

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Flamengo e a Seleção Húngara.

Alguns sabem outros não, que sou filho de Hans Henningsen, o “Marinheiro Sueco”. Meu pai fez parte de Resenha Facit junto com Armando Nogueira, Luiz Mendes, Nélson Rodrigues (responsável por seu apelido), João Saldanha, José Maria Scassa e talvez outros que não vem a minha memória.

Fui criado no meio desses gênios fosse em festas lá em casa, nas casas deles ou no boteco de Miguel Lemos. Por falar sete idiomas, conhecer todo mundo e ser absurdamente popular, meu pai foi contratado pela Puma para ser seu “homem de marketing” . Foi ele quem pela primeira vez contratou um jogador para usar uma marca de chuteira. Como foi dele a idéia de Pelé após o gol parar no círculo central e amarrar a chuteira. Isso gerou na época uma celeuma enorme. O pessoal da Addidas enlouqueceu com e exposição de marca “inimiga”

Fui criado com todos esses craques freqüentando minha casa: Pelé, Zico, Junior, Rivelino, Doval, Kempes, Jorginho, Bebeto, até Maradona conheci bem. Isso sem falar em inúmeros outros nomes tão importantes quanto. Até Émerson Fittipaldi conheci lá em casa no Bairro Peixoto em 74, ano em que acabou se consagrando bi campeão.

Aos 14, 15 anos eu já ganhava uma graninha para levar junto com o motorista da Puma material esportivo para a seleção brasileira e outras que por ocasião estivessem no Brasil.

Mas isso na verdade é apenas uma introdução ao assunto.

Uma das histórias que ouvi de Armando Nogueira remete ao ano de 1954, mais precisamente ao Mundial: O maravilhoso time da Hungria tinha um segredo: Antes do jogo ao invés dos jogadores fumarem seus cigarros enquanto calçavam suas chuteiras calmamente para ir a campo, o Húngaros se aqueciam, coisa que nenhum outra seleção fazia.

Esta “inusitada” tática quase rendeu a Seleção Húngara o campeonato mundial. Enquanto seus adversários entravam frios e desligados, os Húngaros já entravam fervendo. Sabe qual o resultado? Em todos os jogos, inclusive na final antes dos 20 ou 30 minutos de jogo já ganhavam de 2 x 0.

Depois a história não foi tão feliz assim, mesmo perdendo de 2 x 0 no inicio, a Seleção Alemã conseguiu virar e sagrou-se campeã.

Bem. Justo agora, lendo a Coluna do Calazans, descubro que o time do Flamengo não aqueceu devidamente, pois o ônibus que trazia a delegação foi “pego de surpresa” pelo engarrafamento no Rio de Janeiro devido ao forte tráfego do Hotel Windsor na Barra da Tijuca até o Maracanã em plena quarta feira de trabalho na hora do Rush.

Será que ninguém no Flamengo sabe que Barra da Tijuca, Maracanã, Linha Amarela, Rebouças, Praça da Bandeira, engarrafam na hora do rush? Somando-se isso tudo, será que algum dirigente do Flamengo se lembrou que a maior torcida do Brasil iria lotar o estádio com 70.000 pessoas na hora da partida, complicando um “pouquinho” mais o trânsito por lá?

Enfim, o time chileno aqueceu, e os dirigentes e comissão técnica do Flamengo trabalham com o mesmo profissionalismo que os outros times da Copa de 54, menos a Hungria é claro, que já aquecia desde então.

Ricardo Henningsen, (Boris).




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